-Olá
-Oi, como cê tá?
-tava bem não, vontade de te ver.
-é, eu também, faz tempo né?! Sempre sinto sua ausência.
-É, bizarro.
-Sim, é bizarro.
-Gostosura estranha voltar.
-Sempre estou por aqui, o trilho é do lado é só mudar a alavanca.
-São essas suas certezas que me irritam.
-Que bom, tu faz noção o quanto que gosto de mexer contigo!
-Sim, e acho que estou começando a gostar também.
-Somos acostumados a gostar do que nos é familiar.
-Sim, e você está se tornando familiar.
-Eu sempre fui.
- Como um pai ausente, que depois de tempos volta para conhecer o filho.
- Talvez o filho tenha sido separado desse pai na maternidade e a volta aconteceu, como se andássemos na mesma rua e nos trombássemos, e tu gostou viu, está sempre revoltando.
-fala como se só eu gostasse.
-Opa, eu gosto também, já nos gostamos, em tempos remotos e irracionais.
-Esse tempo tem me visitado, porém agora racionalmente, e isso tem uma parcela de culpa na minha volta.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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