Diante de um caso de suicídio que aconteceu há três prédios do que eu moro e com uma conversa que tive com dois amigos, ainda mexido com o que tinha acontecido, me deparei com questionamentos, constatações e provocações acerca da morte.
Hoje sinto e vejo que no meio em que vivo quase a totalidade das pessoas não encaram a morte, fogem do pensamento de que ela é uma realidade. Quando na escola estudamos o processo natural dos seres vivos parece que no cachorro o estudo fica mais leve, sabemos que ele nascerá, crescerá, reproduzirá, envelhecerá e morrerá, isso se o seu processo não for interrompido por algum contratempo, ai percebe-se um dos primeiros contatos com a morte e que já na infância ela não nos é colocada como algo que acontecerá conosco.
Esse boicote à morte tem sido feito constantemente, o que são essas cirurgias plásticas, onde se tenta manter uma aparência jovial? Idosos indo contra a debilitação que acompanha sua idade. Temos uma medicina que obviamente luta contra a morte, criando métodos cada vez mais potentes para manter o paciente/cliente vivo. Desde pequenos ouvimos que a força e o futuro estão com os jovens, que temos que aproveitar ao máximo nossa juventude, pois ela passa. São raras as vezes em que se ouve falar para aproveitarmos CADA FASE de nossas vidas.
Na sociedade capitalista em que estamos é medonho pensar em ficar velho, onde com 50 anos não se tem mais oportunidade de emprego, onde a aposentadoria muitas vezes não possibilita o mínimo financeiro para a sobrevivência e esse medo sempre nos é incutido e é com essa desculpa que a “opção” é: fazer faculdade logo após o colégio e em seguida arrumar o emprego que lhe possibilite a almejada estabilidade, para que no futuro, quando a velhice vier, possamos gozar da tão esperada aposentadoria, depois de trabalhar a vida inteira.
Perante a certeza de que morreremos, temos o questionamento se vivemos cada momento até a morte ou se esperamos a morte chegar. Me parece que a vida que a maioria leva hoje é uma espera da morte, as vontades são tolhidas, são mostrados objetivos que poucos atingirão. Não temam tanto a morte que virá, mas sim as mortes nas quais estamos constantemente inseridos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
BALANÇO:
Momentaneamente em des-construção, esse é o momento em que me encontro, um tanto pelo clima imposto pelo fim do ano e outro tanto pelas mudanças fundamentais ocorridas durante esse ano de 2009.
O Teatro tem ganho outra proporção e outros rumos em minha vida, tenho conseguido expressar objetivamente as vontades, os vislumbres, as expectativas, as conquistas, as perdas, as escolhas, enfim o que permeia essa opção de vida. Estou com imensa vontade de partilhar de uma irmandade com a coragem e com isso conseguir me expressar, no sentido de ter um corpo mas condizente com o meu discurso, no sentido de com delicadeza dizer/mostrar o que penso, o que sinto, o que quero e também com delicadeza ouvir, com integridade e aberto à reflexão, deixando com que ela reverbere e me modifique.
As portas estão se mostrando, as possibilidades estão me encantando, estou me preparando para ir com precisão a um caminho. Um bicho me mordeu e o que isso causou e está causando é irreversível, outros bichos com ele vieram e a todo momento me mordem, estou picado.
Termino esse calendário de 2009 com caminhos que ainda continuarão a ser trilhados, com ansiedade e vontade incomum em relação às provocações e proposições feitas pelo Teatro vindas através da Mestra Mariana Senne, Instigado a propor e fazer, tanto em coletivo horizontal, tanto quanto proposições mais verticais, alucinado e louco pela imensidão de amor para receber e mais alucinado e louco pelo tanto de amor pra dar, e mais ainda apaixonado pela possibilidade de trocar, de experenciar, de viver.
Por fim, ótimo 2010, com CORAGEM, DELICADEZA E LUCIDEZ!
Merda, Evoé, Viva, É nóis, Fui...
Obs: esse é um texto individualista, que fala muito sobre mim e que TALVEZ não diga respeito à muitas pessoas, mas espero que essas experiências possam servir em alguma medida a quem ler!
O Teatro tem ganho outra proporção e outros rumos em minha vida, tenho conseguido expressar objetivamente as vontades, os vislumbres, as expectativas, as conquistas, as perdas, as escolhas, enfim o que permeia essa opção de vida. Estou com imensa vontade de partilhar de uma irmandade com a coragem e com isso conseguir me expressar, no sentido de ter um corpo mas condizente com o meu discurso, no sentido de com delicadeza dizer/mostrar o que penso, o que sinto, o que quero e também com delicadeza ouvir, com integridade e aberto à reflexão, deixando com que ela reverbere e me modifique.
As portas estão se mostrando, as possibilidades estão me encantando, estou me preparando para ir com precisão a um caminho. Um bicho me mordeu e o que isso causou e está causando é irreversível, outros bichos com ele vieram e a todo momento me mordem, estou picado.
Termino esse calendário de 2009 com caminhos que ainda continuarão a ser trilhados, com ansiedade e vontade incomum em relação às provocações e proposições feitas pelo Teatro vindas através da Mestra Mariana Senne, Instigado a propor e fazer, tanto em coletivo horizontal, tanto quanto proposições mais verticais, alucinado e louco pela imensidão de amor para receber e mais alucinado e louco pelo tanto de amor pra dar, e mais ainda apaixonado pela possibilidade de trocar, de experenciar, de viver.
Por fim, ótimo 2010, com CORAGEM, DELICADEZA E LUCIDEZ!
Merda, Evoé, Viva, É nóis, Fui...
Obs: esse é um texto individualista, que fala muito sobre mim e que TALVEZ não diga respeito à muitas pessoas, mas espero que essas experiências possam servir em alguma medida a quem ler!
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